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quinta-feira, 2 de abril de 2026

A Páscoa na Europa dos 27: tradições que (nos) unem na diversidade!

 


 
A Páscoa é uma das celebrações mais marcantes do calendário europeu, vivida de formas muito distintas nos 27 Estados‑Membros da União Europeia.  

Apesar da diversidade cultural, linguística e religiosa que caracteriza o espaço europeu, esta época do ano revela um traço comum: 

- a importância da comunidade, da memória, da renovação e da esperança.

No âmbito do Projeto Europa+/ e Clube Europeu, convidamos a comunidade educativa a descobrir algumas das tradições que fazem da Páscoa um momento tão singular em cada país da União.

Eis alguns exemplos... 

🇵🇹 Portugal

 As procissões, os tapetes de flores, o folar e o compasso pascal são símbolos de encontro e partilha. Em muitas regiões, a Páscoa é sobretudo um tempo de comunidade e reencontro familiar.

 🇪🇸 Espanha

A Semana Santa é celebrada com grande intensidade, especialmente na Andaluzia e em Castela. As procissões, acompanhadas por música e imagens religiosas, são património cultural de enorme impacto.

🇮🇹 Itália
Da Via Sacra no Coliseu às tradições gastronómicas como a colomba pasquale, a Páscoa italiana combina espiritualidade, arte e celebração familiar. 

Curiosidade: 

Na Itália, a “colomba pasquale” é símbolo de paz

Este bolo em forma de pomba representa a paz e a esperança, valores profundamente associados à Páscoa italiana.


 🇩🇪 Alemanha
Os mercados de Páscoa, as árvores decoradas com ovos coloridos (Osterbaum) e as fogueiras de primavera são símbolos de renovação e de chegada de um novo ciclo. 

Curiosidades:

O ovo mais antigo da Europa… é alemão!

Na Alemanha, há registos de ovos decorados com mais de 300 anos, preservados como verdadeiras obras de arte.

Na Alemanha e na Áustria, o coelho não é o único mensageiro

Em algumas regiões, quem traz os ovos é… a raposa, o galo ou até a cegonha, dependendo da tradição local.


🇵🇱 Polónia
A bênção dos alimentos no Sábado Santo e a segunda‑feira de Páscoa com o Śmigus‑Dyngus, onde a água simboliza purificação e alegria, são tradições profundamente enraizadas. 

Curiosidade:

Na Polónia, ninguém escapa a um balde de água

O Śmigus‑Dyngus, celebrado na segunda‑feira de Páscoa, consiste em molhar amigos e familiares, um ritual de purificação e alegria.

 

 🇫🇷 França
As igrejas silenciam os sinos durante três dias, e as crianças acreditam que estes “voam a Roma” e regressam com chocolates. A caça aos ovos é uma tradição muito apreciada.

Curiosidade:

Em França, os sinos “voam para Roma”

Durante três dias, as igrejas silenciam os sinos. As crianças acreditam que eles “viajam até Roma” e regressam com chocolates espalhados pelos jardins.


 🇬🇷 Grécia
A Páscoa ortodoxa é celebrada com grande solenidade: velas acesas à meia-noite, fogos de artifício e o tradicional cordeiro assado marcam o momento mais importante do cal
endário religioso grego.

Curiosidade:

Na Grécia, parte‑se ovos vermelhos para dar sorte

O vermelho simboliza vida e proteção. As famílias atiram ovos umas contra as outras num jogo chamado tsougrisma.


🇸🇪 Suécia
A Páscoa assume um tom mais primaveril e menos religioso: crianças mascaram‑se de “bruxinhas da Páscoa” e visitam vizinhos, numa tradição que mistura folclore e celebração sazonal.

Curiosidades:  

Na Suécia, as crianças oferecem desenhos em troca de doces

Chamam‑se påskkärringar (“bruxinhas da Páscoa”) e levam cartas decoradas porta a porta. 

🇫🇮 Finlândia

A tradição é semelhante à sueca, mas com um toque local: ramos decorados, chocolates e rituais que celebram a luz após o longo inverno.
 
Curiosidade: 

Na Finlândia e na Suécia, acendem‑se fogueiras para afastar bruxas. A tradição mistura folclore e celebração da primavera. As crianças mascaram‑se e visitam vizinhos, numa espécie de “Halloween de primavera”.
 

Na Irlanda, há um “enterro simbólico da sardinha”

Marca o fim da Quaresma e o regresso à celebração e à abundância alimentar.

 

 Uma Europa que celebra a diversidade 

A Páscoa na Europa dos 27 mostra-nos como a diversidade cultural é uma riqueza que nos aproxima. Cada país celebra à sua maneira, mas todos partilham valores comuns: renovação, esperança, comunidade e futuro.

O Projeto Europa+/ e Clube Europeu não existe apenas com o objetivo de dinamizar atividades ou assinalar momentos do calendário europeu; existe, também, para dar a conhecer a riqueza cultural, histórica, linguística e social de cada um dos 27 Estados‑Membros, promovendo uma cidadania europeia informada, crítica e consciente da diversidade que nos une enquanto europeus.




Projeto Europa+/ e Clube Europeu

Ao explorares este artigo, podes complementar a leitura com o gadget lateral “Sabores da Páscoa Europeia”, onde encontras uma seleção de tradições gastronómicas que revelam como cada país dos 27 celebra este tempo de renovação.
Esse espaço funciona como uma extensão natural do texto principal, oferecendo contexto adicional e uma perspetiva mais focada nas diferentes expressões culturais da Páscoa no espaço europeu.

Se estiveres a navegar no smartphone, basta selecionar “versão web” para acederes aos gadgets laterais e descobrires todos os conteúdos adicionais que preparámos para esta época tão simbólica.


 

sábado, 7 de março de 2026

Uma Década de Proximidade, Humanidade e Serviço ao País: A Nossa Homenagem ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa

 

 

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Ao longo dos últimos dez anos, Portugal contou com uma Presidência marcada pela proximidade, pela atenção às pessoas e por uma presença constante em momentos decisivos da vida nacional. 

O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato, dia 9 de março de 2026, deixa um legado que atravessa gerações e que reforça a importância da cidadania ativa e do diálogo democrático.

Foi eleito Presidente da República a 24 de janeiro de 2016, tomando posse a 9 de março, e reeleito a 24 de janeiro de 2021, iniciando o segundo mandato também a 9 de março. Estes dois mandatos consecutivos representam uma década de serviço ao país, vivida com intensidade, empatia e sentido de missão pública.


Durante estes anos, destacou-se pela capacidade de comunicar com todos, pela atenção às escolas e aos jovens, e pela forma como valorizou a educação, a solidariedade e o envolvimento cívico. 

A sua presença constante no território, o contacto direto com as comunidades e o incentivo à participação democrática deixaram uma marca que ultrapassa o exercício formal do cargo.

Para o Projeto Europa+/e Clube Europeu, esta despedida é também um momento pedagógico: recordar que a democracia se constrói diariamente, que o diálogo é essencial e que cada cidadão, especialmente os mais jovens, tem um papel fundamental na construção do futuro europeu.

Hoje, deixamos o nosso reconhecimento por uma Presidência vivida com humanidade e dedicação.


E renovamos o compromisso de continuar a promover cidadania, valores europeus e participação ativa.

 

Obrigado, Senhor Presidente.  

     Seguimos em frente, com Europa, com cidadania e com futuro.

 

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Retrato do 20.º Presidente da República Portuguesa     

Obra do artista Vhils

 

 

A obra de Vhils devolve‑nos o sorriso e a humanidade de uma década, aproximando-nos do homem por trás da função e revelando a proximidade que marcou o seu percurso.


Projeto Europa+/ e Clube Europeu


Ao explorares este artigo, podes complementar a leitura com o gadget lateral “A obra como voz de uma década”, onde encontras um breve olhar sobre a obra de Vhils com o retrato e a forma como a sua obra dialoga com o tempo em que é criada. 
Esse espaço funciona como uma extensão do texto principal, oferecendo contexto adicional e uma perspetiva mais focada no tema.

Se estiveres a navegar no smartphone, basta selecionar “versão web” para acederes aos gadgets laterais e veres todos os conteúdos adicionais.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Educar é Libertar!

 24 de janeiro - Dia Internacional da Educação

No âmbito do nosso trabalho de educação para a cidadania europeia, continuamos a promover atividades que reforçam a importância da participação, da igualdade de oportunidades e do acesso universal ao conhecimento.

 É precisamente neste espírito que assinalamos o Dia Internacional da Educação, uma data que sublinha o papel central da escola na construção de sociedades mais justas, informadas e democráticas.

 Curioso(a)?


A celebração deste dia foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2018, reconhecendo a educação como um direito humano fundamental e um pilar para o desenvolvimento sustentável e a construção de sociedades democráticas, mais justas e inclusivas.

 A primeira comemoração oficial teve lugar em 2019, marcando o início de uma reflexão global sobre o valor da aprendizagem ao longo da vida e sobre o compromisso coletivo de garantir que ninguém fica para trás.

A ONU sublinhou que:

  • 258 milhões de crianças e jovens continuam fora da escola.

  • Milhões de adultos não possuem competências básicas de leitura e escrita.

  • A desigualdade no acesso ao ensino continua a ser um dos maiores desafios globais.

Ao instituir este dia, a comunidade internacional quis reforçar uma mensagem simples e poderosa:  

"sem educação, não há futuro possível, nem para as pessoas, nem para as democracias."

Porquê 24 de janeiro?

A data foi escolhida para criar um momento anual de reflexão e mobilização global, destacando:

  • O papel da educação na promoção da paz.

  • A importância da igualdade de oportunidades.

  • A necessidade de garantir que ninguém fica para trás.

  • O contributo da escola para formar cidadãos críticos, participativos e informados 

Assim,

Celebrar o Dia Internacional da Educação é lembrar que:

  • Aprender é um direito.

  • Ensinar é um compromisso.

  • A escola é o espaço onde se constrói o futuro coletivo.

É também um apelo à ação: 

  • investir na educação é investir na humanidade.

 

Celebrar o Dia Internacional da Educação é reconhecer que cada aula, cada leitura, cada debate e cada gesto de curiosidade constrói o futuro que desejamos. 

A educação é o espaço onde tudo começa, onde se aprende a pensar, a participar e a transformar. Que este dia nos inspire a continuar a abrir portas, a criar oportunidades e a garantir que ninguém fica para trás.  




 

Educação em Portugal: Onde Estamos Hoje?

1. Número de alunos (2022/2023)

  • 1 340 413 alunos matriculados no ensino básico e secundário, o que representa um aumento de cerca de 1% face a 2021/2022.

  • 111 798 alunos frequentam os Cursos Profissionais, menos 2,1% do que no ano anterior.

    (Fonte:@pessoas2030.gov.pt)

 2. Abandono escolar precoce (2023)

  • 6,9% dos jovens entre 18 e 24 anos abandonaram a escola sem completar o Ensino Secundário. 

    Portugal está abaixo da média europeia, mas ainda acima da meta definida para 2030.

    (Fonte: @pordata.pt) 

 3. Qualificações da população (2022/2023)

Entre a população dos 25 aos 64 anos:

  • 50% têm pelo menos o ensino secundário completo

  • 29% têm ensino superior

(Fonte: @pordata.pt) 


4. Jovens “nem-nem” (2023)

A taxa de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam, não trabalham e não estão em formação é de 8,4%.

 (Fonte: @dgeec.medu.pt)

5. Taxas de transição e retenção (2023/2024)

  • As taxas de retenção continuam a diminuir no ensino básico.

  • No ensino secundário, a retenção mantém-se mais elevada, sobretudo no 10.º ano.

     (Fonte: @dgeec.medu.pt)

A educação é um percurso contínuo. Depois do Ensino Básico e Secundário, o Ensino Superior representa a etapa onde se consolidam competências, se aprofunda o conhecimento e se prepara a entrada no mundo profissional e cívico.


1. Número de estudantes no Ensino Superior (2022/2023)

  • 426 991 estudantes matriculados no ensino superior (universitário e politécnico).

  • Este valor representa um crescimento contínuo nos últimos anos, sobretudo no ensino politécnico e nos mestrados.

2. Taxa de conclusão

  • A taxa de conclusão no ensino superior tem vindo a aumentar de forma consistente, sobretudo nos ciclos de estudos de 1.º ciclo (licenciatura).

  • A taxa de abandono no 1.º ano mantém-se como um dos principais desafios.

3. Qualificações da população jovem

Entre os jovens dos 25 aos 34 anos:

  • 44% têm ensino superior.

  • Portugal aproxima-se da média europeia, mas ainda com margem de crescimento.

4. Estudantes internacionais

  • Mais de 70 000 estudantes internacionais frequentam o Ensino Superior português.

  • Portugal é hoje um dos destinos europeus com maior crescimento na mobilidade académica.

 

educação é o lugar onde se semeiam possibilidades, onde cada descoberta constrói pontes para um mundo mais justo, mais livre e mais humano.

 

Educar é, sempre, um ato de esperança, um compromisso com o amanhã.  
E o futuro agradece com cada gesto de aprendizagem.

Projeto Europa+/ e Clube Europeu

A linha do tempo da Legislação Educativa em Portugal está disponível no gadget lateral “Entre Diplomas e Gargalhadas”.  
Se estiveres a navegar no smartphone, basta selecionar “versão web”.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Votar é decidir o FUTURO (mesmo quando ainda não possas votar!)

  

ilustrações de stock, clip art, desenhos animados e ícones de votação mãos e urna eleitoral - votar   

 Presidenciais 2026 

A democracia constrói‑se todos os dias: 

com a participação de todos!

No âmbito do projeto Europa+/ e Clube Europeu, reforçamos esta ideia: 

democracia constrói‑se diariamente na escola, em casa, nas conversas, nas escolhas e nas atitudes.

Constrói‑se com os que votam e com os que ainda não podem votar, mas que aprendem, questionam, refletem e inspiram.

Os mais jovens têm um poder silencioso e decisivo: podem influenciar a família, podem ajudar a despertar consciências e lembrar que a cidadania começa muito antes dos 18 anos.

Cada gesto de consciência cívica - informar, debater, incentivar - é uma semente que fortalece o país que queremos: 

mais justo, mais atento, mais participativo!

No dia 18 de janeiro de 2026 inicia‑se a escolha do próximo Presidente da República, com a 1.ª volta das eleições presidenciais. Se for necessária, a 2.ª volta terá lugar a 8 de fevereiro.

Esta eleição define muito mais do que um nome: 

define o rumo democrático do país!

 E tu (caso votes ou ainda não votes) tens um papel essencial na forma como a tua comunidade pensa, decide e participa.

Porque é tão importante esta eleição?  

A eleição para o Presidente da República é um dos momentos mais significativos da vida democrática. Não escolhemos apenas uma pessoa: escolhemos como queremos que o Estado funcione, se relacione com os cidadãos e represente Portugal no mundo.

1.  O Presidente é o garante da Constituição

        É a figura que assegura que os direitos, liberdades e  garantias de todos são respeitados. É também quem vigia o funcionamento das instituições democráticas e intervém quando há riscos para a estabilidade do país.

2. Representa Portugal no mundo

O Presidente é o rosto do país nas relações internacionais, na diplomacia, nos acordos e nas grandes decisões globais. A sua postura e visão influenciam a forma como Portugal é visto e ouvido.

3.  Tem poderes decisivos em momentos críticos.

Pode:

  • dissolver a Assembleia da República.

  • vetar leis.

  • nomear o Primeiro‑Ministro.

  • declarar estados de emergência.

  • convocar referendos.

Estes poderes tornam a escolha presidencial especialmente relevante em períodos de incerteza ou mudança.

4.  É uma figura de unidade nacional

O Presidente não governa o dia a dia, mas simboliza o país como um todo. É uma voz que deve unir, moderar e representar todos os portugueses, independentemente das suas diferenças.

  5. A eleição é um exercício de cidadania ativa.

Votar é participar na construção do futuro coletivo. E mesmo quem ainda não pode votar tem um papel essencial:

  • informar‑se

  • debater

  • incentivar a participação

  • combater a desinformação

  • envolver a família e a comunidade

A democracia precisa de cidadãos atentos, críticos e participativos, dentro e fora da urna!

Esta eleição define quem vai representar Portugal, proteger a Constituição, garantir a estabilidade democrática e ser a voz do país nos próximos anos. É uma escolha que influencia todos: jovens, adultos e idosos e merece reflexão, diálogo e participação.


Quem tem idade para votar, tem a responsabilidade de participar. 

Quem ainda não tem, tem o poder de inspirar.

 

Branco, nulo, abstenção… ou decisão? 

A democracia oferece várias formas de participação, mas nem todas têm o mesmo efeito.  

Compreender esta diferença é essencial para quem vota… e também para quem ainda não pode votar, mas exerce cidadania ativa.

Voto em branco 
 
- Participas, mas não escolhes ninguém. 
É um gesto de presença e, muitas vezes, de protesto silencioso. 
Mostra que valorizas o ato democrático, mesmo sem identificar uma opção preferida.

Voto nulo

- Participas, mas o voto não conta. 

Pode resultar de erro no preenchimento ou de uma intenção deliberada de rejeitar todas as alternativas. 

É uma forma de expressão, mas não influencia o resultado final.

Abstenção

- Não participas. 

É a ausência total de voz no processo democrático. 

Quando te absténs, deixas que outros decidam por ti e o país avança sem a tua opinião.

Voto válido

- É o único que decide o resultado. 

É a forma mais direta e eficaz de influenciar o futuro do país. Cada voto válido pesa, conta e transforma. 

É a diferença entre assistir e participar, entre observar e decidir. 

 E agora, com um toque de humor…


  • No fim, a pergunta é simples:

    Queres apenas marcar presença… 

    ou  queres fazer a diferença? 

     

    No dia 18, quem pode votar leva a sua voz. Quem ainda não pode, leva a sua consciência cívica e o seu poder de influência.

    Todos contam. Todos fazem a diferença. A democracia precisa de ti - hoje e sempre!

     

    Como a democracia também se aprende pela memória:

    ficam os últimos rostos dos Presidentes da República.



    Marcelo Rebelo de Sousa

    20.º Presidente da República


    Foi eleito pela primeira vez nas eleições presidenciais de 2016, tomando posse a 9 de março de 2016. Desde então, exerce as funções de Presidente da República, destacando‑se pela proximidade aos cidadãos, característica que lhe valeu a designação frequentemente associada de “Presidente dos afetos”.

    Ao longo do seu mandato, tem privilegiado a presença junto das pessoas, a estabilidade institucional e a representação externa do país, reforçando a importância do diálogo e da ligação direta à sociedade.

    Continua atualmente em funções como Chefe de Estado.

     

    Aníbal Cavaco Silva

    19.º Presidente da República

    Foi eleito à primeira volta nas eleições presidenciais de 2006, através de uma candidatura pessoal e independente. Iniciou então o seu primeiro mandato como Chefe de Estado.

    Voltou a apresentar‑se às eleições de 2011 e foi novamente eleito à primeira volta, iniciando um segundo mandato que decorreu até 9 de março de 2016, data em que concluiu as suas funções presidenciais.

    Ao longo dos seus dois mandatos, desempenhou um papel central na representação do país e na garantia da estabilidade institucional.

     Jorge Sampaio

    18.º Presidente da República

    Foi eleito a 14 de janeiro de 1996, logo na 1.ª volta, e tomou posse como Presidente da República em 9 de março de 1996.

    Apresentou‑se novamente às eleições de 14 de janeiro de 2001 e voltou a ser eleito à 1.ª volta, iniciando um segundo mandato que decorreu até 2006.

    Ao longo dos seus dois mandatos, destacou‑se pela serenidade institucional, pela defesa dos direitos fundamentais e pelo compromisso com a estabilidade democrática.


    Mário Soares

    17.º Presidente da República

    Exerceu funções entre 9 de março de 1986 e 9 de março de 1996, tornando‑se uma das figuras mais marcantes da democracia portuguesa.

    Nas eleições de 26 de janeiro de 1986, obteve 25,43% na 1.ª volta. Seguiu para a 2.ª volta, onde foi eleito com 51,18% (3 010 756 votos), numa das disputas presidenciais mais intensas e debatidas da história democrática.

    Foi reeleito a 13 de janeiro de 1991, desta vez logo na 1.ª volta, com uma expressiva votação de 70,35% (3 459 521 votos).

     

     Ramalho Eanes
     
    16.º Presidente da República 
     

    Exerceu funções entre 14 de julho de 1976 e 9 de março de 1986, tornando‑se o primeiro Presidente eleito por sufrágio universal após o 25 de Abril.

    Num período marcado por fortes tensões políticas e sociais, procurou esbater divisões e reforçar a estabilidade democrática. Durante a campanha eleitoral, a 18 de junho de 1976, enfrentou confrontos violentos em Évora, episódio que evidenciou a polarização da época.

    Foi nesse contexto que afirmou querer ser “o Presidente de todos os portugueses”, expressão que se tornou um marco simbólico e que viria a ser retomada por vários dos seus sucessores.

     

    Os Presidentes da República de 1910 até 1976, podem ser consultados no gadget lateral “Os rostos da democracia”.  
    Um lembrete de que o futuro se constrói sempre com os olhos atentos ao passado.  
    (No smartphone, basta selecionar “versão web”).



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Entre Estrelas e Esperança: O Final de Ano Europeu!

 



Ao encerrarmos o ano civil, fazemos uma pausa para celebrar o caminho já percorrido e para renovar o compromisso que nos guia: construir, na nossa escola, uma cidadania europeia ativa, informada e aberta ao mundo.

A Europa é feita de pontes, de encontros e de uma riqueza cultural que se revela até nos gestos mais simples: como a forma de celebrar a passagem de ano. 
 
Em cada país da União Europeia, o dia 31 de dezembro ganha cores, sabores e símbolos próprios, mas todos partilham o mesmo desejo de Esperança, Renovação e Futuro.

No espírito do Projeto Europa+/e Clube Europeu, deixamos algumas curiosidades que mostram como a diversidade cultural é, afinal, o que mais nos aproxima.
 
  • Na Alemanha, uma tradição muito conhecida é o Bleigießen, em que se derrete chumbo (hoje substituído por estanho por segurança) e se deita em água fria para interpretar formas e prever o futuro.
  • Na Áustria, oferecer pequenos porquinhos de marzipã (Glücksschwein) é símbolo de boa sorte para o novo ano. 
  • Na Bélgica, as crianças escrevem cartas decoradas para pais e padrinhos, desejando felicidade e agradecendo o ano que passou. 
  • Na Bulgária, cada pessoa abre uma noz. Se estiver saudável e bonita, o ano será positivo; se estiver escura ou seca, prevê dificuldades. 
  • Na Chéquia, corta-se uma maçã ao meio. Se o caroço formar uma estrela, o ano será bom; se formar uma cruz, prevê-se má sorte. 
  • No Chipre, come-se o Vasilopita, um bolo onde se esconde uma moeda. Quem a encontra terá um ano de sorte. 
  • Na Croácia, a tradição croata valoriza um jantar simples, sem excessos, para entrar no ano com serenidade e equilíbrio. 
  • Na Dinamarca, atiram pratos velhos à porta de amigos e familiares. Quanto mais cacos à porta, mais amigos e sorte no novo ano. 
  • Na Eslováquia, algumas famílias começam a refeição com mel (doçura) e alho (proteção), simbolizando equilíbrio para o novo ano. 
  • Na Eslovénia, celebra-se três “Natais”: o de São Nicolau, o de Pai Natal e o de Dedek Mraz - e o espírito festivo prolonga-se até ao Ano Novo. 
  • Em Espanha, a tradição manda comer 12 uvas, uma por cada badalada da meia-noite, para garantir sorte ao longo dos 12 meses seguintes. 
  • Na Estónia, acredita-se que comer 7, 9 ou 12 vezes no dia 31 traz força e prosperidade (não é preciso terminar tudo!). 
  • Na Finlândia, tal como na Alemanha, os finlandeses derretem estanho e interpretam as formas para prever o futuro. 
  • Em França, a passagem de ano é marcada por jantares longos, ostras, champanhe e grandes celebrações públicas, especialmente em Paris.
  • Na Grécia, antes da popularização da árvore de Natal, o costume era decorar barcos, símbolo de proteção e boa fortuna para as famílias ligadas ao mar.
  • Na Hungria, também se comem lentilhas, mas evita‑se comer galinha, pois acredita‑se que “arranha” a sorte e a afasta.
  • Na Itália, os italianos celebram com lenticchie (lentilhas), cujo formato lembra pequenas moedas, simbolizando abundância e prosperidade para o novo ano.
  • Na Irlanda, batem com um pão mole nas paredes para afastar má sorte e garantir abundância. 
  • Na Letónia, tal como na Áustria, o porco é símbolo de prosperidade. É comum comer carne de porco na última refeição do ano. 
  • Na Lituânia, acredita-se que a mesa deve ter muitos pratos diferentes para garantir abundância durante o ano. 
  • No Luxemburgo, as celebrações incluem tochas e luzes, simbolizando a passagem da escuridão para um novo ciclo. 
  • Em Malta, a passagem de ano é sobretudo familiar, com jantares longos e doces tradicionais malteses. 
  • Nos Países Baixos, come-se oliebollenbolas de massa frita com passas, consideradas protetoras contra a má sorte. 
  • Na Polónia, é comum comer carpa ou guardar uma escama da carpa na carteira para atrair dinheiro. 
  • Em Portugal, come-se as 12 passas, fazemos desejos e, em muitas regiões, sobe‑se para uma cadeira com o pé direito à meia-noite - um gesto simbólico de “entrar bem” no novo ano.
  • Na Roménia, em algumas regiões, grupos mascarados de ursos dançam pelas ruas para afastar maus espíritos e celebrar a renovação. 
  • Na Suécia, a passagem de ano é marcada por velas, jantares tranquilos e o tradicional discurso do rei. 

As tradições de passagem de ano na Europa dos 27 mostram-nos como cada país celebra a esperança à sua maneira, através de sabores, gestos e símbolos que revelam a sua identidade cultural. No entanto, todas convergem no mesmo impulso humano de Renovação, União e Futuro. 

É essa diversidade - tão rica e tão próxima de nós - que inspira o trabalho do Projeto Europa+ / e Clube Europeu.

Em 2026, e à semelhança dos anos anteriores, esta ligação à Europa ganha um significado ainda mais especial.

De 29 de abril a 3 de maio, um grupo de 25 adolescentes e 15 adultos do Projeto Europa+ / e Clube Europeu partirá para a viagem anual de descoberta da Europa dos 27. Será uma experiência imersiva, com destaque para a visita ao Parlamento Europeu em Viena, onde os nossos alunos terão a oportunidade de compreender, por dentro, o funcionamento das instituições europeias e o papel que cada Estado‑Membro desempenha na construção do futuro comum. Para muitos, será também a oportunidade única de serem deputados europeus por um dia.

Ao longo desta viagem, o grupo representará o Clube Europeu em vários pontos do espaço europeu, reforçando a missão de conhecer, valorizar e divulgar a riqueza cultural dos 27 países da União.

E porque, em 2026, o nosso caminho europeu continuará a ganhar forma, queremos que estas tradições sejam vividas por todos: por quem viajará connosco até Viena e por quem, não podendo ir fisicamente, acompanhará o projeto a partir da escola. Para uns e para outros, deixamos em destaque a tradição da passagem de ano na capital austríaca, um símbolo vivo da cultura europeia que iremos encontrar e representar.

  • Em Viena, vive-se a passagem de ano com uma combinação única de tradição, cultura e requinte. A cidade transforma-se num grande palco festivo, onde a música clássica e a alegria popular convivem lado a lado. 

Tradições típicas de Viena:

  • Concerto de Ano Novo da Orquestra Filarmónica de Viena Transmitido para todo o mundo, é um dos eventos musicais mais prestigiados do planeta. Começar o ano ao som de Strauss tornou-se um símbolo da cultura europeia.

  • O “Porco da Sorte” (Glücksschwein) Em toda a Áustria - e especialmente em Viena - é comum oferecer pequenos porquinhos de marzipã como amuleto de boa sorte. Representam prosperidade e alegria.

  • Valsa ao ar livre À meia-noite, é tradição dançar a valsa “An der schönen blauen Donau” (“No Belo Danúbio Azul”). Em Viena, praças inteiras transformam-se em salões de baile improvisados.

  • Mercados e ruas iluminadas A cidade mantém o charme dos mercados de Natal até ao final do ano, criando um ambiente mágico que mistura luzes, música e gastronomia.

     

    Como referido, em Viena, a chegada do novo ano é celebrada com elegância e tradição. A Valsa do Danúbio Azul, composta por Johann Strauss Jr., ecoa nos salões e nas praças, unindo gerações num mesmo compasso de esperança. Hoje, ouvir a Valsa do Danúbio Azul é entrar num diálogo com a história, com a cultura e com a alma de Viena. É sentir a Europa a pulsar em cada compasso. Deixamos aqui este momento simbólico, como convite à escuta, à emoção e à pertença europeia.

     



    A Valsa do Danúbio Azul - O Som que Viena Oferece ao Mundo:

    A Valsa do Danúbio Azul, composta por Johann Strauss Jr. em 1866, é muito mais do que uma obra-prima da música clássica: é um dos símbolos mais reconhecidos da identidade vienense e da elegância cultural da Europa Central. Originalmente intitulada An der schönen blauen Donau (“À Beira do Belo Danúbio Azul”), a peça transporta-nos para a atmosfera luminosa dos grandes bailes imperiais, onde a música, a dança e o requinte se entrelaçavam num cenário de salões resplandecentes.

    Strauss Jr., conhecido como o “Rei da Valsa”, compôs esta obra para celebrar a beleza do rio Danúbio, que atravessa cidades marcantes da Europa Central, incluindo Viena. A valsa inicia-se com uma introdução suave, quase etérea, evocando a serenidade das águas do Danúbio, antes de evoluir para um conjunto de melodias vibrantes e entrelaçadas. O resultado é um fluxo musical que combina alegria, nostalgia e movimento — como se a própria cidade dançasse ao ritmo da sua história.

    O sucesso foi imediato e duradouro. A valsa tornou-se presença constante em eventos sociais, concertos e celebrações, ganhando um lugar especial no Concerto de Ano Novo da Filarmónica de Viena, onde continua a emocionar milhões de espetadores em todo o mundo. A sua popularidade ultrapassou fronteiras e gerações, sendo frequentemente utilizada em filmes, cerimónias e momentos que procuram transmitir sofisticação, romance e espírito europeu.

    Mas o Danúbio Azul é mais do que música: é um símbolo de união e paz. Num século marcado por profundas transformações políticas e sociais, a valsa recordou - e continua a recordar - o poder da arte para inspirar, aproximar e elevar.




    Que o novo ano civil nos encontre mais curiosos, mais participativos e mais conscientes do lugar que ocupamos na Europa. 

    Que 2026 traga novas oportunidades de aprender, viajar, dialogar e construir pontes - dentro e fora da nossa escola. Continuaremos a caminhar juntos, com a Europa no coração e a comunidade no centro, certos de que cada gesto, cada projeto e cada encontro nos aproxima do futuro que queremos.  

     

    Feliz Ano Novo 

                    com esperança, união e espírito europeu
     

     (consulta as gadgets laterais- versão web - "2005 vs. 2026: O Tempo passa, mas os Direitos permanecem!")