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sábado, 24 de janeiro de 2026

Educar é Libertar!

 24 de janeiro - Dia Internacional da Educação

No âmbito do nosso trabalho de educação para a cidadania europeia, continuamos a promover atividades que reforçam a importância da participação, da igualdade de oportunidades e do acesso universal ao conhecimento.

 É precisamente neste espírito que assinalamos o Dia Internacional da Educação, uma data que sublinha o papel central da escola na construção de sociedades mais justas, informadas e democráticas.

 Curioso(a)?


A celebração deste dia foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2018, reconhecendo a educação como um direito humano fundamental e um pilar para o desenvolvimento sustentável e a construção de sociedades democráticas, mais justas e inclusivas.

 A primeira comemoração oficial teve lugar em 2019, marcando o início de uma reflexão global sobre o valor da aprendizagem ao longo da vida e sobre o compromisso coletivo de garantir que ninguém fica para trás.

A ONU sublinhou que:

  • 258 milhões de crianças e jovens continuam fora da escola.

  • Milhões de adultos não possuem competências básicas de leitura e escrita.

  • A desigualdade no acesso ao ensino continua a ser um dos maiores desafios globais.

Ao instituir este dia, a comunidade internacional quis reforçar uma mensagem simples e poderosa:  

"sem educação, não há futuro possível, nem para as pessoas, nem para as democracias."

Porquê 24 de janeiro?

A data foi escolhida para criar um momento anual de reflexão e mobilização global, destacando:

  • O papel da educação na promoção da paz.

  • A importância da igualdade de oportunidades.

  • A necessidade de garantir que ninguém fica para trás.

  • O contributo da escola para formar cidadãos críticos, participativos e informados 

Assim,

Celebrar o Dia Internacional da Educação é lembrar que:

  • Aprender é um direito.

  • Ensinar é um compromisso.

  • A escola é o espaço onde se constrói o futuro coletivo.

É também um apelo à ação: 

  • investir na educação é investir na humanidade.

 

Celebrar o Dia Internacional da Educação é reconhecer que cada aula, cada leitura, cada debate e cada gesto de curiosidade constrói o futuro que desejamos. 

A educação é o espaço onde tudo começa, onde se aprende a pensar, a participar e a transformar. Que este dia nos inspire a continuar a abrir portas, a criar oportunidades e a garantir que ninguém fica para trás.  




 

Educação em Portugal: Onde Estamos Hoje?

1. Número de alunos (2022/2023)

  • 1 340 413 alunos matriculados no ensino básico e secundário, o que representa um aumento de cerca de 1% face a 2021/2022.

  • 111 798 alunos frequentam os Cursos Profissionais, menos 2,1% do que no ano anterior.

    (Fonte:@pessoas2030.gov.pt)

 2. Abandono escolar precoce (2023)

  • 6,9% dos jovens entre 18 e 24 anos abandonaram a escola sem completar o Ensino Secundário. 

    Portugal está abaixo da média europeia, mas ainda acima da meta definida para 2030.

    (Fonte: @pordata.pt) 

 3. Qualificações da população (2022/2023)

Entre a população dos 25 aos 64 anos:

  • 50% têm pelo menos o ensino secundário completo

  • 29% têm ensino superior

(Fonte: @pordata.pt) 


4. Jovens “nem-nem” (2023)

A taxa de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam, não trabalham e não estão em formação é de 8,4%.

 (Fonte: @dgeec.medu.pt)

5. Taxas de transição e retenção (2023/2024)

  • As taxas de retenção continuam a diminuir no ensino básico.

  • No ensino secundário, a retenção mantém-se mais elevada, sobretudo no 10.º ano.

     (Fonte: @dgeec.medu.pt)

A educação é um percurso contínuo. Depois do Ensino Básico e Secundário, o Ensino Superior representa a etapa onde se consolidam competências, se aprofunda o conhecimento e se prepara a entrada no mundo profissional e cívico.


1. Número de estudantes no Ensino Superior (2022/2023)

  • 426 991 estudantes matriculados no ensino superior (universitário e politécnico).

  • Este valor representa um crescimento contínuo nos últimos anos, sobretudo no ensino politécnico e nos mestrados.

2. Taxa de conclusão

  • A taxa de conclusão no ensino superior tem vindo a aumentar de forma consistente, sobretudo nos ciclos de estudos de 1.º ciclo (licenciatura).

  • A taxa de abandono no 1.º ano mantém-se como um dos principais desafios.

3. Qualificações da população jovem

Entre os jovens dos 25 aos 34 anos:

  • 44% têm ensino superior.

  • Portugal aproxima-se da média europeia, mas ainda com margem de crescimento.

4. Estudantes internacionais

  • Mais de 70 000 estudantes internacionais frequentam o Ensino Superior português.

  • Portugal é hoje um dos destinos europeus com maior crescimento na mobilidade académica.

 

educação é o lugar onde se semeiam possibilidades, onde cada descoberta constrói pontes para um mundo mais justo, mais livre e mais humano.

 

Educar é, sempre, um ato de esperança, um compromisso com o amanhã.  
E o futuro agradece com cada gesto de aprendizagem.

Projeto Europa+/ e Clube Europeu

A linha do tempo da Legislação Educativa em Portugal está disponível no gadget lateral “Entre Diplomas e Gargalhadas”.  
Se estiveres a navegar no smartphone, basta selecionar “versão web”.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Votar é decidir o FUTURO (mesmo quando ainda não possas votar!)

  

ilustrações de stock, clip art, desenhos animados e ícones de votação mãos e urna eleitoral - votar   

 Presidenciais 2026 

A democracia constrói‑se todos os dias: 

com a participação de todos!

No âmbito do projeto Europa+/ e Clube Europeu, reforçamos esta ideia: 

democracia constrói‑se diariamente na escola, em casa, nas conversas, nas escolhas e nas atitudes.

Constrói‑se com os que votam e com os que ainda não podem votar, mas que aprendem, questionam, refletem e inspiram.

Os mais jovens têm um poder silencioso e decisivo: podem influenciar a família, podem ajudar a despertar consciências e lembrar que a cidadania começa muito antes dos 18 anos.

Cada gesto de consciência cívica - informar, debater, incentivar - é uma semente que fortalece o país que queremos: 

mais justo, mais atento, mais participativo!

No dia 18 de janeiro de 2026 inicia‑se a escolha do próximo Presidente da República, com a 1.ª volta das eleições presidenciais. Se for necessária, a 2.ª volta terá lugar a 8 de fevereiro.

Esta eleição define muito mais do que um nome: 

define o rumo democrático do país!

 E tu (caso votes ou ainda não votes) tens um papel essencial na forma como a tua comunidade pensa, decide e participa.

Porque é tão importante esta eleição?  

A eleição para o Presidente da República é um dos momentos mais significativos da vida democrática. Não escolhemos apenas uma pessoa: escolhemos como queremos que o Estado funcione, se relacione com os cidadãos e represente Portugal no mundo.

1.  O Presidente é o garante da Constituição

        É a figura que assegura que os direitos, liberdades e  garantias de todos são respeitados. É também quem vigia o funcionamento das instituições democráticas e intervém quando há riscos para a estabilidade do país.

2. Representa Portugal no mundo

O Presidente é o rosto do país nas relações internacionais, na diplomacia, nos acordos e nas grandes decisões globais. A sua postura e visão influenciam a forma como Portugal é visto e ouvido.

3.  Tem poderes decisivos em momentos críticos.

Pode:

  • dissolver a Assembleia da República.

  • vetar leis.

  • nomear o Primeiro‑Ministro.

  • declarar estados de emergência.

  • convocar referendos.

Estes poderes tornam a escolha presidencial especialmente relevante em períodos de incerteza ou mudança.

4.  É uma figura de unidade nacional

O Presidente não governa o dia a dia, mas simboliza o país como um todo. É uma voz que deve unir, moderar e representar todos os portugueses, independentemente das suas diferenças.

  5. A eleição é um exercício de cidadania ativa.

Votar é participar na construção do futuro coletivo. E mesmo quem ainda não pode votar tem um papel essencial:

  • informar‑se

  • debater

  • incentivar a participação

  • combater a desinformação

  • envolver a família e a comunidade

A democracia precisa de cidadãos atentos, críticos e participativos, dentro e fora da urna!

Esta eleição define quem vai representar Portugal, proteger a Constituição, garantir a estabilidade democrática e ser a voz do país nos próximos anos. É uma escolha que influencia todos: jovens, adultos e idosos e merece reflexão, diálogo e participação.


Quem tem idade para votar, tem a responsabilidade de participar. 

Quem ainda não tem, tem o poder de inspirar.

 

Branco, nulo, abstenção… ou decisão? 

A democracia oferece várias formas de participação, mas nem todas têm o mesmo efeito.  

Compreender esta diferença é essencial para quem vota… e também para quem ainda não pode votar, mas exerce cidadania ativa.

Voto em branco 
 
- Participas, mas não escolhes ninguém. 
É um gesto de presença e, muitas vezes, de protesto silencioso. 
Mostra que valorizas o ato democrático, mesmo sem identificar uma opção preferida.

Voto nulo

- Participas, mas o voto não conta. 

Pode resultar de erro no preenchimento ou de uma intenção deliberada de rejeitar todas as alternativas. 

É uma forma de expressão, mas não influencia o resultado final.

Abstenção

- Não participas. 

É a ausência total de voz no processo democrático. 

Quando te absténs, deixas que outros decidam por ti e o país avança sem a tua opinião.

Voto válido

- É o único que decide o resultado. 

É a forma mais direta e eficaz de influenciar o futuro do país. Cada voto válido pesa, conta e transforma. 

É a diferença entre assistir e participar, entre observar e decidir. 

 E agora, com um toque de humor…


  • No fim, a pergunta é simples:

    Queres apenas marcar presença… 

    ou  queres fazer a diferença? 

     

    No dia 18, quem pode votar leva a sua voz. Quem ainda não pode, leva a sua consciência cívica e o seu poder de influência.

    Todos contam. Todos fazem a diferença. A democracia precisa de ti - hoje e sempre!

     

    Como a democracia também se aprende pela memória:

    ficam os últimos rostos dos Presidentes da República.



    Marcelo Rebelo de Sousa

    20.º Presidente da República


    Foi eleito pela primeira vez nas eleições presidenciais de 2016, tomando posse a 9 de março de 2016. Desde então, exerce as funções de Presidente da República, destacando‑se pela proximidade aos cidadãos, característica que lhe valeu a designação frequentemente associada de “Presidente dos afetos”.

    Ao longo do seu mandato, tem privilegiado a presença junto das pessoas, a estabilidade institucional e a representação externa do país, reforçando a importância do diálogo e da ligação direta à sociedade.

    Continua atualmente em funções como Chefe de Estado.

     

    Aníbal Cavaco Silva

    19.º Presidente da República

    Foi eleito à primeira volta nas eleições presidenciais de 2006, através de uma candidatura pessoal e independente. Iniciou então o seu primeiro mandato como Chefe de Estado.

    Voltou a apresentar‑se às eleições de 2011 e foi novamente eleito à primeira volta, iniciando um segundo mandato que decorreu até 9 de março de 2016, data em que concluiu as suas funções presidenciais.

    Ao longo dos seus dois mandatos, desempenhou um papel central na representação do país e na garantia da estabilidade institucional.

     Jorge Sampaio

    18.º Presidente da República

    Foi eleito a 14 de janeiro de 1996, logo na 1.ª volta, e tomou posse como Presidente da República em 9 de março de 1996.

    Apresentou‑se novamente às eleições de 14 de janeiro de 2001 e voltou a ser eleito à 1.ª volta, iniciando um segundo mandato que decorreu até 2006.

    Ao longo dos seus dois mandatos, destacou‑se pela serenidade institucional, pela defesa dos direitos fundamentais e pelo compromisso com a estabilidade democrática.


    Mário Soares

    17.º Presidente da República

    Exerceu funções entre 9 de março de 1986 e 9 de março de 1996, tornando‑se uma das figuras mais marcantes da democracia portuguesa.

    Nas eleições de 26 de janeiro de 1986, obteve 25,43% na 1.ª volta. Seguiu para a 2.ª volta, onde foi eleito com 51,18% (3 010 756 votos), numa das disputas presidenciais mais intensas e debatidas da história democrática.

    Foi reeleito a 13 de janeiro de 1991, desta vez logo na 1.ª volta, com uma expressiva votação de 70,35% (3 459 521 votos).

     

     Ramalho Eanes
     
    16.º Presidente da República 
     

    Exerceu funções entre 14 de julho de 1976 e 9 de março de 1986, tornando‑se o primeiro Presidente eleito por sufrágio universal após o 25 de Abril.

    Num período marcado por fortes tensões políticas e sociais, procurou esbater divisões e reforçar a estabilidade democrática. Durante a campanha eleitoral, a 18 de junho de 1976, enfrentou confrontos violentos em Évora, episódio que evidenciou a polarização da época.

    Foi nesse contexto que afirmou querer ser “o Presidente de todos os portugueses”, expressão que se tornou um marco simbólico e que viria a ser retomada por vários dos seus sucessores.

     

    Os Presidentes da República de 1910 até 1976, podem ser consultados no gadget lateral “Os rostos da democracia”.  
    Um lembrete de que o futuro se constrói sempre com os olhos atentos ao passado.  
    (No smartphone, basta selecionar “versão web”).



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Entre Estrelas e Esperança: O Final de Ano Europeu!

 



Ao encerrarmos o ano civil, fazemos uma pausa para celebrar o caminho já percorrido e para renovar o compromisso que nos guia: construir, na nossa escola, uma cidadania europeia ativa, informada e aberta ao mundo.

A Europa é feita de pontes, de encontros e de uma riqueza cultural que se revela até nos gestos mais simples: como a forma de celebrar a passagem de ano. 
 
Em cada país da União Europeia, o dia 31 de dezembro ganha cores, sabores e símbolos próprios, mas todos partilham o mesmo desejo de Esperança, Renovação e Futuro.

No espírito do Projeto Europa+/e Clube Europeu, deixamos algumas curiosidades que mostram como a diversidade cultural é, afinal, o que mais nos aproxima.
 
  • Na Alemanha, uma tradição muito conhecida é o Bleigießen, em que se derrete chumbo (hoje substituído por estanho por segurança) e se deita em água fria para interpretar formas e prever o futuro.
  • Na Áustria, oferecer pequenos porquinhos de marzipã (Glücksschwein) é símbolo de boa sorte para o novo ano. 
  • Na Bélgica, as crianças escrevem cartas decoradas para pais e padrinhos, desejando felicidade e agradecendo o ano que passou. 
  • Na Bulgária, cada pessoa abre uma noz. Se estiver saudável e bonita, o ano será positivo; se estiver escura ou seca, prevê dificuldades. 
  • Na Chéquia, corta-se uma maçã ao meio. Se o caroço formar uma estrela, o ano será bom; se formar uma cruz, prevê-se má sorte. 
  • No Chipre, come-se o Vasilopita, um bolo onde se esconde uma moeda. Quem a encontra terá um ano de sorte. 
  • Na Croácia, a tradição croata valoriza um jantar simples, sem excessos, para entrar no ano com serenidade e equilíbrio. 
  • Na Dinamarca, atiram pratos velhos à porta de amigos e familiares. Quanto mais cacos à porta, mais amigos e sorte no novo ano. 
  • Na Eslováquia, algumas famílias começam a refeição com mel (doçura) e alho (proteção), simbolizando equilíbrio para o novo ano. 
  • Na Eslovénia, celebra-se três “Natais”: o de São Nicolau, o de Pai Natal e o de Dedek Mraz - e o espírito festivo prolonga-se até ao Ano Novo. 
  • Em Espanha, a tradição manda comer 12 uvas, uma por cada badalada da meia-noite, para garantir sorte ao longo dos 12 meses seguintes. 
  • Na Estónia, acredita-se que comer 7, 9 ou 12 vezes no dia 31 traz força e prosperidade (não é preciso terminar tudo!). 
  • Na Finlândia, tal como na Alemanha, os finlandeses derretem estanho e interpretam as formas para prever o futuro. 
  • Em França, a passagem de ano é marcada por jantares longos, ostras, champanhe e grandes celebrações públicas, especialmente em Paris.
  • Na Grécia, antes da popularização da árvore de Natal, o costume era decorar barcos, símbolo de proteção e boa fortuna para as famílias ligadas ao mar.
  • Na Hungria, também se comem lentilhas, mas evita‑se comer galinha, pois acredita‑se que “arranha” a sorte e a afasta.
  • Na Itália, os italianos celebram com lenticchie (lentilhas), cujo formato lembra pequenas moedas, simbolizando abundância e prosperidade para o novo ano.
  • Na Irlanda, batem com um pão mole nas paredes para afastar má sorte e garantir abundância. 
  • Na Letónia, tal como na Áustria, o porco é símbolo de prosperidade. É comum comer carne de porco na última refeição do ano. 
  • Na Lituânia, acredita-se que a mesa deve ter muitos pratos diferentes para garantir abundância durante o ano. 
  • No Luxemburgo, as celebrações incluem tochas e luzes, simbolizando a passagem da escuridão para um novo ciclo. 
  • Em Malta, a passagem de ano é sobretudo familiar, com jantares longos e doces tradicionais malteses. 
  • Nos Países Baixos, come-se oliebollenbolas de massa frita com passas, consideradas protetoras contra a má sorte. 
  • Na Polónia, é comum comer carpa ou guardar uma escama da carpa na carteira para atrair dinheiro. 
  • Em Portugal, come-se as 12 passas, fazemos desejos e, em muitas regiões, sobe‑se para uma cadeira com o pé direito à meia-noite - um gesto simbólico de “entrar bem” no novo ano.
  • Na Roménia, em algumas regiões, grupos mascarados de ursos dançam pelas ruas para afastar maus espíritos e celebrar a renovação. 
  • Na Suécia, a passagem de ano é marcada por velas, jantares tranquilos e o tradicional discurso do rei. 

As tradições de passagem de ano na Europa dos 27 mostram-nos como cada país celebra a esperança à sua maneira, através de sabores, gestos e símbolos que revelam a sua identidade cultural. No entanto, todas convergem no mesmo impulso humano de Renovação, União e Futuro. 

É essa diversidade - tão rica e tão próxima de nós - que inspira o trabalho do Projeto Europa+ / e Clube Europeu.

Em 2026, e à semelhança dos anos anteriores, esta ligação à Europa ganha um significado ainda mais especial.

De 29 de abril a 3 de maio, um grupo de 25 adolescentes e 15 adultos do Projeto Europa+ / e Clube Europeu partirá para a viagem anual de descoberta da Europa dos 27. Será uma experiência imersiva, com destaque para a visita ao Parlamento Europeu em Viena, onde os nossos alunos terão a oportunidade de compreender, por dentro, o funcionamento das instituições europeias e o papel que cada Estado‑Membro desempenha na construção do futuro comum. Para muitos, será também a oportunidade única de serem deputados europeus por um dia.

Ao longo desta viagem, o grupo representará o Clube Europeu em vários pontos do espaço europeu, reforçando a missão de conhecer, valorizar e divulgar a riqueza cultural dos 27 países da União.

E porque, em 2026, o nosso caminho europeu continuará a ganhar forma, queremos que estas tradições sejam vividas por todos: por quem viajará connosco até Viena e por quem, não podendo ir fisicamente, acompanhará o projeto a partir da escola. Para uns e para outros, deixamos em destaque a tradição da passagem de ano na capital austríaca, um símbolo vivo da cultura europeia que iremos encontrar e representar.

  • Em Viena, vive-se a passagem de ano com uma combinação única de tradição, cultura e requinte. A cidade transforma-se num grande palco festivo, onde a música clássica e a alegria popular convivem lado a lado. 

Tradições típicas de Viena:

  • Concerto de Ano Novo da Orquestra Filarmónica de Viena Transmitido para todo o mundo, é um dos eventos musicais mais prestigiados do planeta. Começar o ano ao som de Strauss tornou-se um símbolo da cultura europeia.

  • O “Porco da Sorte” (Glücksschwein) Em toda a Áustria - e especialmente em Viena - é comum oferecer pequenos porquinhos de marzipã como amuleto de boa sorte. Representam prosperidade e alegria.

  • Valsa ao ar livre À meia-noite, é tradição dançar a valsa “An der schönen blauen Donau” (“No Belo Danúbio Azul”). Em Viena, praças inteiras transformam-se em salões de baile improvisados.

  • Mercados e ruas iluminadas A cidade mantém o charme dos mercados de Natal até ao final do ano, criando um ambiente mágico que mistura luzes, música e gastronomia.

     

    Como referido, em Viena, a chegada do novo ano é celebrada com elegância e tradição. A Valsa do Danúbio Azul, composta por Johann Strauss Jr., ecoa nos salões e nas praças, unindo gerações num mesmo compasso de esperança. Hoje, ouvir a Valsa do Danúbio Azul é entrar num diálogo com a história, com a cultura e com a alma de Viena. É sentir a Europa a pulsar em cada compasso. Deixamos aqui este momento simbólico, como convite à escuta, à emoção e à pertença europeia.

     



    A Valsa do Danúbio Azul - O Som que Viena Oferece ao Mundo:

    A Valsa do Danúbio Azul, composta por Johann Strauss Jr. em 1866, é muito mais do que uma obra-prima da música clássica: é um dos símbolos mais reconhecidos da identidade vienense e da elegância cultural da Europa Central. Originalmente intitulada An der schönen blauen Donau (“À Beira do Belo Danúbio Azul”), a peça transporta-nos para a atmosfera luminosa dos grandes bailes imperiais, onde a música, a dança e o requinte se entrelaçavam num cenário de salões resplandecentes.

    Strauss Jr., conhecido como o “Rei da Valsa”, compôs esta obra para celebrar a beleza do rio Danúbio, que atravessa cidades marcantes da Europa Central, incluindo Viena. A valsa inicia-se com uma introdução suave, quase etérea, evocando a serenidade das águas do Danúbio, antes de evoluir para um conjunto de melodias vibrantes e entrelaçadas. O resultado é um fluxo musical que combina alegria, nostalgia e movimento — como se a própria cidade dançasse ao ritmo da sua história.

    O sucesso foi imediato e duradouro. A valsa tornou-se presença constante em eventos sociais, concertos e celebrações, ganhando um lugar especial no Concerto de Ano Novo da Filarmónica de Viena, onde continua a emocionar milhões de espetadores em todo o mundo. A sua popularidade ultrapassou fronteiras e gerações, sendo frequentemente utilizada em filmes, cerimónias e momentos que procuram transmitir sofisticação, romance e espírito europeu.

    Mas o Danúbio Azul é mais do que música: é um símbolo de união e paz. Num século marcado por profundas transformações políticas e sociais, a valsa recordou - e continua a recordar - o poder da arte para inspirar, aproximar e elevar.




    Que o novo ano civil nos encontre mais curiosos, mais participativos e mais conscientes do lugar que ocupamos na Europa. 

    Que 2026 traga novas oportunidades de aprender, viajar, dialogar e construir pontes - dentro e fora da nossa escola. Continuaremos a caminhar juntos, com a Europa no coração e a comunidade no centro, certos de que cada gesto, cada projeto e cada encontro nos aproxima do futuro que queremos.  

     

    Feliz Ano Novo 

                    com esperança, união e espírito europeu
     

     (consulta as gadgets laterais- versão web - "2005 vs. 2026: O Tempo passa, mas os Direitos permanecem!")

 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Natal na União Europeia: 27 países, 27 maneiras de celebrar a magia! Eis algumas...

 A elegant Christmas tree with a circle of twelve golden stars inspired by the European Union flag, glowing softly against a deep blue background, festive and symbolic

 O Natal é celebrado em toda a União Europeia, mas cada país vive esta época de forma única, com tradições que revelam a sua história, identidade e criatividade. No âmbito do Projeto Europa+/ e do Clube Europeu, reunimos algumas das tradições natalícias mais curiosas e surpreendentes do nosso continente, mostrando como a diversidade cultural é uma das maiores riquezas da Europa. Esta viagem pelas celebrações europeias convida-nos a descobrir, comparar e valorizar diferentes formas de viver o espírito natalício, reforçando a nossa identidade enquanto cidadãos europeus.

 Unique European Christmas Traditions You May Not Have Heard Of ...

Da Alemanha à Finlândia, de Portugal à Estónia, o Natal europeu é um mosaico de sabores, rituais, personagens e lendas. Eis algumas curiosidades que encontrámos: 

Alemanha - O berço dos mercados de Natal

Os famosos Weihnachtsmärkte enchem as praças com luzes, música e o aroma do Glühwein (vinho quente). Uma tradição curiosa é o pickle ornament, um pepino de vidro escondido na árvore - quem o encontra recebe um pequeno presente.

Pepino com uma cara | Vetor Grátis


Áustria - O assustador Krampus

Enquanto São Nicolau distribui presentes, o Krampus, uma figura meio-demónio, percorre as ruas para “lembrar” as crianças de se portarem bem. Illustration Krampus Austria Tail Black Fur Stock Vector (Royalty Free)  1551644981 | Shutterstock

Suécia - O bode de palha e o dia de Santa Luzia.

Na Suécia, a época festiva começa com a procissão de Santa Lúcia (13 dezembro), em que jovens vestidas de branco transportam coroas de velas, simbolizando a vitória da luz sobre a escuridão do inverno. 

Outro protagonista é o Julbock, o bode gigante de palha associado à mitologia pagã, cuja queima faz parte da tradição

  390+ Yule Goat Ilustração de stock, gráficos vetoriais e clipart  royalty-free - iStock

Finlândia - A casa oficial do Pai Natal

Na Lapónia, em Rovaniemi, encontra-se a aldeia oficial do Joulupukki, o Pai Natal finlandês. 

Rovaniemi

Muitas famílias mantêm a tradição de ir à sauna antes da ceia de Natal como ritual de purificação.


Polónia - 12 pratos e palha na mesa

A ceia tradicional reúne doze pratos, em memória dos doze Apóstolos. Sem carne, a mesa expressa gratidão pela colheita e respeito à tradição. Cada prato possui um significado simbólico, lembrando que a abundância não está no excesso, mas no sentido compartilhado, coloca-se palha na mesa (debaixo da toalha), lembrança humilde do presépio e símbolo de esperança para o novo ano. Esse costume ancestral recorda a simplicidade do nascimento de Cristo e a ligação profunda entre fé, terra e trabalho e deixa-se um lugar vazio, reservado ao visitante inesperado, aos ausentes e àqueles que não puderam estar presentes. É um gesto silencioso de acolhimento e empatia, que ensina que ninguém deve estar só na noite de Natal.

Rustic christmas or forest wedding table setting design. Pastel plates, glass, cutlery on wooden background. Natural pine branches and cones decoration on top. Captured from above (flat lay). 

Portugal – O Menino Mija e o Madeiro

Em várias regiões, o Natal português celebra-se com tradições muito próprias: o Madeiro na Beira Interior,

 Madeiro, uma tradição de Natal em várias aldeias portuguesas

o Menino Mija nos Açores, ou o convívio à volta das rabanadas, sonhos e filhós.

 O Menino Mija é um símbolo do património etnográfico do arquipélago. Desde o dia 24 de dezembro até  ao dia de Reis, em grupo, homens e mulheres, visitam a casa de amigos e familiares degustando doces e licores tradicionais, que estão sempre expostos por esta altura do nas mesas. Antes de entrarem, surge a típica questão: “O Menino mija?” ou seja nessas peregrinações, basta tocar à campainha e perguntar a quem nos abre a porta: “O Menino mija?”. E a resposta - quase sempre - é positiva! A partir daí, deixam entrar para saborear uns licores saborosos! Além disso, em alguns casos, são os próprios anfitriões que fazem o convite: “Lembre-se de que o meu Menino mija cá em casa!”.

Licor "O Menino Mija"
No seguimento da tradição açoriana surgiu o licor com o mesmo nome, da autoria da fábrica de licores de Eduardo Ferreira. Na época festiva este licor esgota rapidamente.

Dinamarca - Dançar à volta da árvore

O Natal na Dinamarca poderia ser significado de Hygge (um ambiente acolhedor feito de velas e mantas, acompanhado pelo risalamande, um arroz doce que esconde uma amêndoa com valor simbólico). O tempo é passado com os entes queridos e as tradições são muitas. Skål é palavra de ordem e é a altura de beber snaps. O espírito de Natal começa dia 1 de dezembro e o acender da vela calendário é a primeira regra a cumprir.

Nisse é uma das mais populares figuras nórdicas, é uma criatura da mitologia associada ao Inverno e ao Natal. Ele é descrito como um homem idoso e pequeno, longa barba branca e vestes de camponês. Usa uma túnica de lã, cinto, calças até aos joelhos, meias altas e um gorro de cor encarnada. Podemos compará-los aos gnomos do jardim. Nisse gostava muito de Risengrød (pudim de arroz) com manteiga por cima e essa era a maneira de os camponeses o compensarem e o manterem bem disposto Antigamente diziam que era o Nisse que entregava os presentes de Natal. Na vésperas de Natal as famílias deixavam uma tijela de Risengrød para que ele fosse amigável, não pregasse partidas e protegesse a família.my nisse

A seguir ao jantar do dia 24 de dezembro, a família junta-se e, de mãos dadas, caminham à volta da árvore cantando músicas de Natal.

Como as árvores de Natal são verdadeiras, algumas famílias têm o ritual de ir escolher a árvore que querem e podem-na cortar na hora em locais próprios. A maior particularidade é que ainda existem famílias que usam velas verdadeiras acesas na árvore de Natal. Essa tradição perdeu alguns adeptos e as velas verdadeiras foram substituídas por velas de plástico com luzes.  

Depois das cantigas é hora de abrir os presentes. Os presentes são deixados pelo Pai Natal – Julemand.

Na República Checa ...

a quadra é dominada por rituais ligados à sorte e ao futuro, desde cortar maçãs a lançar sapatos para prever casamentos. Mantém-se ainda o costume de ter uma carpa viva em casa antes da consoada,frequentemente guardada na banheira como elemento decorativo. 

Em França e Itália...

o Natal assume um tom mais gastronómico e familiar, típico do sul da Europa. Em França, a passagem de ano faz-se à mesa, com ostras, foie gras, champanhe e o clássico bolo de Natal. 

Em Itália, a tradição culmina a 6 de janeiro com La Befana, uma bruxa de caráter benevolente que distribui doces, enquanto na noite de Ano Novo as uvas dão lugar às lentilhas, símbolo de prosperidade. Em muitas aldeias italianas, os presépios ganham vida com atores locais, reforçando o caráter comunitário das celebrações.

Espanha – O Tió de Nadal

A Catalunha tem uma história recheada de tradições curiosas, especialmente as do Natal. É bastante comum, ao visitarmos a casa de um amigo ou familiar em Barcelona, encontrarmos sobre um presépio um boneco de um homem defecando: o caganer.

Ele é considerado um símbolo de prosperidade, e de acordo com as tradições de Natal, as pessoas que puserem o caganer no presépio, terão sorte no ano seguinte. 

O Caga Tió, também conhecido como Tió de Nadal, é um tronco composto pelo típico chapéu catalão (a barretina), pequenas pernas de madeira, e uma cara com um sorriso. O Caga Tió é normalmente colocado na sala, um local que pode ser controlado pelos pais e visitado pelas crianças e depois de baterem com um pau e cantarem uma canção, encontram os presentes.

Imagem de um Caga Tió (tronco de madeira do Natal catalão) 

Noutras regiões de Espanha, existem outras tradições, e os presentes são dados no dia de Reis. Na tarde de 5 de janeiro os Reis Magos chegam a todas as cidades com uma divertida cavalgada pelas ruas que encantam as crianças. Depois, é hora de dormir cedo e esperar com toda a ilusão na manhã do dia seguinte para ver que presentes trouxeram. São Melchior, Gaspar e Baltazar e à noite entram em todas as casas pelas janelas, varandas e chaminés de forma mágica.


O Natal na União Europeia é um convite à diversidade cultural: cada país celebra à sua maneira, mas todos partilham o espírito de união, solidariedade e esperança. Nesta publicação, não percorremos os 27 Estados‑Membros, mas reunimos algumas das tradições mais curiosas e singulares que revelam a riqueza cultural do nosso continente. 

Que esta viagem pelas celebrações europeias inspire a nossa comunidade escolar a valorizar aquilo que nos une enquanto cidadãos europeus.

Embora não seja uma voz europeia, vale a pena recordar as palavras do antigo presidente americano Calvin Coolidge, que descreveu o Natal “não como uma época nem uma estação, mas como um estado de espírito”. 

Uma ideia simples e universal, que atravessa fronteiras e nos lembra que o espírito natalício vive sobretudo na forma como nos relacionamos, acolhemos e celebramos em comunidade.


Para assinalar esta diversidade que nos une, reunimos a expressão “Feliz Natal” nas várias línguas oficiais da UE, celebrando a identidade plural que partilhamos enquanto cidadãos europeus. Uma pequena viagem linguística que nos lembra que, apesar das diferenças, a mensagem de paz, esperança e fraternidade é universal:

Feliz Natal!

Frohe Weihnachten!

Vrolijk Kerstfeest!

Весела Коледа! (Vesela Koleda!)

Καλά Χριστούγεννα! (Kalá Christoúgenna!) 

Sretan Božić!

Glædelig Jul!  

Veselé Vianoce!

Vesel Božič!

Feliz Navidad!

Häid Jõule!

Hyvää Joulua!

Joyeux Noël!

Boldog Karácsonyt!

   Nollaig Shona Duit!      

Buon Natale!

Priecīgus Ziemassvētkus!

Linksmų Kalėdų!

Schéi Chrëschtdeeg!

Il-Milied it-Tajjeb!

     Vrolijk Kerstfeest!      

Wesołych Świąt!

Veselé Vánoce!

Crăciun Fericit!

God Jul!    

 


                     (consulta as gadgets laterais- versão web - "Natal 2025...")